No Final do século XV, judeus conversos começam a chegar em Bordeaux, os primeiros vindos de Espanha e, posteriormente, uma grande massa vinda de Portugal.
Em 1550 obtiveram carta patente de D. Henrique II de França, autorizando a residirem em qualquer lugar da cidade e naturalização.
Não se enganavam, em seus lares os Judeus Conversos Portugueses, suas faziam Esnoga, o que era ignorado pelas autoridades locais.
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Jean-Baptiste d'Ornano |
Este é um dos exemplos da constante preocupação das autoridades em zelar pelo bem está dos Cristão-Novos.
Porém há noticias de sepultamentos nos de Portugueses Conversos nos cemitérios das freguesias de St. Projet e St. Michel.
A história registra que até os fins do século XVII, os Judeus Conversos da Nação Portuguesa, eram sepultados em áreas reservadas exclusivamente a eles nos cemitérios católicos.
Embora levassem uma vida social como católicos, indo as missas, batizando seus filhos e casando-se com a presença de padres, é fato que continuaram a praticar o judaísmo, ou o que aprenderam com seus país, em seus lares, ocultamente.
Apesar de parte ainda preferir por na viver por segurança na condição de criptojudeus, uma grande parcela, voltou abertamente ao Judaísmo.
A exemplo temos A Casa de Dotar Órfãs, com sede em Amsterdã, organização criada com intuito de angariar dotes para as moças pobres da Nação Judaica Hispano-Portuguesa.
Entre os seus Sócios Contribuintes e beneficiados estavam muitas família da Nação Portuguesa de Bordeaux.
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Carta-Patente de Naturalização |
Assim vemos, que mesmo na condição de Cristão-Novos, muitos dos que não haviam assumido em 1710 a condição de judeus na sociedade francesa, tinham orgulho de fazerem parte de instituições judaicas voltadas à caridade.
No Início do século XVII, foram criadas as primeiras instituições de caridade pelos judeus da Nação em Bordeaux.
Entre elas a Erez Israel, voltada aos pobres locais ou viajantes necessitados.
Entre elas a Erez Israel, voltada aos pobres locais ou viajantes necessitados.
Nos anos seguintes o cargo foi ocupado pelo Hakham Ya’acob Hayim Athias e posteriormente pelo seu filho David Athias.
Um reconhecimento oficial da condição daqueles Portugueses da Nação, que escolhiam a França como sua nova pátria.
Os judeus de Avigno (de origem Alemã), que migraram para Bordeaux, foram alvo varias vezes dos decretos de expulsão promulgado na França.
E muitas vezes, necessitavam pagar altos impostos para permanecer na região.
Em 1788, a Nação Portuguesa de Bordeaux, nomeara dois representes, S. Lopes- Dubec e Abraham Furtado, para representá-los, o compromisso era encaminhar uma proposta de incluir uma cláusula na Constituição em favor dos Judeus na França. E assim garantir os privilégios de liberdade e propriedade que vigoravam antes da revolução.
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Os Irmãos Emile e Isaac Péreire |
Em 6 de Dezembro de 1790, as boas novas foram trazidas pelos representantes da Nação:
No inicio do século XIX, um censo realizado em Bordeaux, registrou a presença de 2.131 judeus, sendo que 1.651 eram da Nação Hispano-Portuguesa, 144 de origem Avignonese, e 336 de origem asquenazi,
( Alemã, Polaca ou Holandesa).
Era Napoleônica
Na segunda metade do século XIX, a população Judaica de Bordeaux diminui consideravelmente, devido às migrações para os EUA e Canadá.
Bordeaux |
Em 1941, um censo foi realizado em Bordeaux, e mostrou que a população judaica do Município era de 6.375 pessoas.
Sendo que 1.198 pessoas eram naturais da cidade e 5177 pessoas, eram refugiados do regime nazista do Norte da França, Bélgica e Polônia.
Hoje a população Sefardita de Bordeaux é formada majoritariamente por judeus do Norte- africanos (Marroquinos e Tunisianos).